Testemunho de Rabinos e de pessoas Judias que se voltaram para Yeshua. (Créditos do Site www.jewishtestimonies.com)

Karol Joseph, “Por causa dos meus medos, eu sempre estava assustada”

Nasci em Boston, no dia 16 de agosto de 1952, a terceira de quatro filhos. Meus pais eram judeus. Cresci em Newton, cerca de treze quilômetros de Boston, numa comunidade tão judaica que, em toda a escola primária, eu conheci apenas uma gentia. Eu nunca duvidei que Deus existisse. Eu sabia que ele tinha falado com Abraham, Isaque e Jacó, e eu estava triste que Ele não falasse comigo, embora eu tentasse iniciar conversas. Eu amava a Deus e queria agradá-Lo, mas sabia que eu não podia alcançar o nível que Ele esperava de mim. Eu não orava o suficiente e, claro, não seguíamos todas as leis. Eu, portanto, não O culpava pelo silêncio Dele.

Holocausto

Na escola hebraica, eu tinha aulas de Hebraico com o Sr. Cohen. Lembro-me de ter dito a minha mãe que ele não era um homem muito amável; ela sugeriu que eu falasse com ele depois da aula. Enquanto conversávamos, ele arregaçou a manga de sua camisa e eu pude ver os números tatuados em seu braço. Ele me contou como sua esposa foi morta em um campo de concentração. O Sr. Cohen foi o primeiro sobrevivente do Holocausto que eu conheci. Naquela época, nossa família assistiu a um filme sobre o Holocausto. Em uma cena, uma multidão de pessoas nuas estava reunida em uma sala. Meu pai explicou que eles estavam sendo preparados para o que eles achavam que seriam chuveiros, mas que eles realmente estavam entrando em câmaras de gás para morrer. “Isso é o que os gentios farão aos judeus”, explicou ele. A partir daí, eu sabia que nós, judeus, precisávamos ficar juntos e que nunca devemos permitir que algo como o Holocausto aconteça de novo.

Medos cuidadosamente escondidos

Depois do meu Bat Mitzvá e graduação da escola hebraica, meu envolvimento na sinagoga deteriorou-se. Eu só ia nos feriados e eventos especiais, como casamentos. Culturalmente, eu era tão judia como sempre, mas já não procurava o judaísmo para obter respostas espirituais. Eu estudei muitas religiões, procurando algo significativo e algo que me ajudasse a lidar com os meus medos. Por algum motivo, o medo geralmente parecia dominar minha vida. Quando criança, ficava apavorada com o fogo. Quando jovem, tinha medo de sair do meu apartamento. Imaginava o meu carro quebrando e me deixando encalhada; ou que alguém entraria no meu apartamento enquanto eu estivesse fora e me esperaria para me machucar quando eu voltasse. Ninguém sabia o quão temerosa eu era. Eu conseguia esconder minhas ansiedades.

Um cristão inteligente

Em 1984, eu estava trabalhando numa tese de Ph.D. na área de saúde. Temendo que eu não passasse em uma aula de economia, pedi a Chris, um colega, que me ensinasse. Certa noite, conversamos sobre o aborto e eu fiquei surpresa ao ouvir que Chris era contra isso. Quando perguntei por que ele tomou essa postura, ele me disse que era cristão. Eu tinha 32 anos e nunca tinha conhecido ninguém que confessasse ser cristão. Eu tinha aceitado a crença comum de que a Bíblia é uma mistura de história judaica, mito e bom ensino moral, mas não a Palavra de Deus. Achei surpreendente pensar que alguém tão inteligente quanto Chris acreditasse literalmente na Bíblia.
O que me impressionou sobre Chris, ainda mais do que sua inteligência, foi a paz dele. Ele estava sempre calmo. Nunca o vi vacilar em sua fé. Ele sabia mais sobre minha Bíblia e mais sobre a história judaica do que eu. Ele sabia coisas que eu achava que deveria saber como judia. Eu estava com ciúmes da paz que ele tinha, mas eu sabia que o que ele acreditava não poderia ser para mim – porque eu era judia.
Quando Chris me mostrou o capítulo cinquenta e três do Profeta Isaías, eu não podia acreditar que estava vendo algo tirado das Escrituras judaicas. Assim que cheguei em casa, verifiquei na minha própria Bíblia. Com certeza, a passagem que Chris tinha lido era a mesma. Fiquei espantada com a forma como parecia descrever claramente a visão cristã de Jesus. Ainda assim, procurei maneiras de desafiar Chris e sua fé. Uma vez, eu perguntei a ele: “Diga-me, você realmente acredita que Deus criou o mundo como a Bíblia diz?” Chris respondeu calmamente: “Com certeza, você não?” Então ele me desafiou por sua vez, “E você realmente acredita que uma ameba pulou de uma poça de água e acabou se tornando você? Diga-me, o que você acha que exige mais fé?” Isso me fez pensar.
Quando dois cristãos famosos se envolveram em um grande escândalo, imaginei que isso me daria vantagem sobre Chris em relação aos problemas de fé. Com o artigo de jornal em minhas mãos, eu disse: “Ta bom, Chris, explique isso”. Ainda assim, ele não vacilou. Ele simplesmente disse: “Karol, estas são apenas pessoas. As pessoas sempre vão cair e cometer erros. Não julgue Jesus pelo que as pessoas fazem; julgue Jesus pelo que Jesus fez.” Essa foi a última vez que eu o desafiei.
Enquanto isso, vi um anúncio no Boston Globe de um grupo chamado Judeus para Jesus. Eles ofereceram um livro grátis chamado “Testemunhos”, que eu pedi. Algum tempo depois, os judeus para Jesus enviaram uma carta perguntando se eu queria mais informações. Eu indiquei que estaria disposta a conversar com alguém de sua organização.

Batalha contra o comer compulsivo

Além dos meus medos, eu tinha um problema sério com a comida. Era um vício e uma obsessão. Ocasionalmente, eu chegava ao limite da anorexia, mas geralmente, eu comia demais. Eu sabia que não ia conseguir resolver esse problema sozinha e, por isso, fui a uma reunião de Comedores Excessivos Anônimos. Lá, aprendi que eu nunca seria capaz de lidar com o meu problema pela minha própria força nem pela minha força de vontade, e que eu tinha que entregar minha vida aos cuidados de Deus, qualquer que fosse a minha ideia sobre Ele. Pedi a Deus por Sua ajuda, e percebi que Deus poderia e me restaurar completamente, se eu entregasse minha vontade e minha vida a Ele. Durante uma de minhas orações diárias, senti um puxão no coração: “O que você vai fazer com relação a Jesus?” Eu me perguntei se o puxão era de Deus. Eu tinha certeza de que o Deus judeu não ia querer que eu acreditasse em Jesus, mas decidi perguntar a Ele sobre isso. Durante três semanas seguidas, todas as manhãs pedi a Deus para me mostrar se Jesus era realmente o Messias.
A verdade é que eu tinha medo de acreditar em Jesus porque sabia que, se o fizesse, meus amigos e familiares me considerariam uma estranha e uma traidora. Eu também estava com medo de ter que mudar minha visão política. Mas, quando eu pesei meus medos contra a possibilidade de ter um relacionamento pessoal com o Deus do Universo, qual escolha que eu tinha? Três semanas depois, enquanto almoçava com o Chris, ele olhou para mim e disse: “Acho que você está pronta para aceitar Jesus”. Naquele momento, eu soube que eu já estava.

Nas ruas de Nova York

Uma semana depois, um homem chamado Steve, dos Judeus para Jesus, ligou em resposta ao cartão que eu tinha enviado alguns meses antes. Coincidência? Steve e eu começamos a estudar a Bíblia juntos semanalmente, e ele me ajudou a resolver algumas das questões e preocupações que eu tinha, como crente judia em Jesus. Uma vez, ele me convidou para sair a evangelizar, mas eu não tinha o desejo de fazer isso. Porém, durante uma reunião, Deus falou ao meu coração. Então, acabei nas ruas lotadas da cidade de Nova Iorque. Eu estava com medo de me aproximar de estranhos, especialmente no Times Square à noite! Eu estava tão cheia de medo, que teria gostado de me tornar invisível. Um pregador de rua alto e magro veio e ficou a poucos metros de mim. Ele abriu sua Bíblia e começou a pregar o que estava no seu coração. Ao ouvir as Escrituras sendo pregadas, senti uma nova alegria e ousadia. Então, conversei com uma jovem judia que, ao final de nossa conversa, estava pronta para pedir a Deus que lhe desse uma nova vida, baseada no perdão através de Jesus! No final da noite, percebi que, graças a Ele, meu medo tinha ido embora; e o medo nunca mais voltou!

Ridley Hayim Herschell, “Bem-aventurados os que choram” (1807-1864)

Um papel de embrulho pode mudar sua vida totalmente. Foi isso o que Ridley Hayim Herschell experimentou pessoalmente.

Rabínico X mundano

Hayim nasceu em 1807 em Poznan (Polônia) e passou por uma educação judia estritamente ortodoxa. Quando ele tinha apenas catorze anos de idade, ele começou seus estudos para se tornar um rabino. Ele estudou as Escrituras muito a sério e com o maior respeito. Com medo e, tremendo por justiça, ele se esgotou em oração e penitência, e passou noites sem dormir estudando o Talmude. Ele também memorizou capítulos inteiros do Tanakh.
Um amigo polonês trouxe uma mudança ao seu zelo religioso, desafiando-o a ampliar sua perspectiva. Com a mesma diligência, dedicou-se ao estudo da língua alemã e da literatura secular. Cada vez mais, ele se amoldava de acordo com os costumes de seus colegas não judeus. Somente quando, nas ruas, as pessoas o chamavam de “judeu”, ele era lembrado de suas raízes.

Bem-aventurados os que choram

A morte de sua amada mãe foi um golpe devastador para ele. Submergido no maior sofrimento, sua consciência acordou e ele decidiu jejuar um dia por semana e repetir muitas orações. Isso não acalmou sua consciência culpada e, com desespero, ele gritou: “Ó D-us! Não tenho ninguém para me ajudar e não me atrevo a me aproximar do Senhor. Eu sou culpado! Ajude-me, por amor de meu pai, Abraão. Tenha piedade de mim!” Deus não respondeu sua oração imediatamente, mas sim os seus alegres companheiros. Seu conselho foi: “Vá ao teatro, procure entretenimento e muita distração”. Lá, sua alma não encontrou a paz, porém, Deus não o deixou ir.
Uma manhã ele foi a uma loja. Lá, eles costumavam empacotar seus itens em pedaços de jornal ou na página de um livro antigo. Sua compra foi embrulhada em uma página da Bíblia e, em seu caminho para casa, seus olhos perceberam as palavras: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” Mateus 5:4. Ele continuou a ler o Sermão da Montanha.

Impressionado pelo Messias

Esta página da Bíblia realmente capturou sua atenção. De qual livro foi rasgada esta página? Ele não fazia ideia. Poucos dias depois, na casa de um conhecido, viu um livro sobre a mesa. Ele o abriu e leu: “Bem-aventurados os que choram…” Era um Novo Testamento, um “livro gentio”! No entanto, ele conseguiu superar sua aversão, e lê-lo de capa a capa. Gradualmente, ficou profundamente impressionado com a pessoa de Yeshua haMashiach (Jesus Cristo). Ele foi levado às lágrimas quando ele leu sobre a crucificação, embora na época, ele não compreendesse o que isso significava.
As conversas com o Reverendo Henry Calbone Ridley abriram-lhe os olhos. Ele entendeu que, naquela cruz, Yeshua também havia carregado os seus pecados. Em 14 de abril de 1830, Herschell foi batizado. Em gratidão, ele tomou o nome de Ridley.
Herschell morreu bastante jovem, mas usou efetivamente os anos que Deus lhe deu. Através da sua pregação, muitos encontraram o Messias.

Louis Goldberg procurou o perdão dos pecados (1923-2002)

Ainda me lembro nitidamente do Yom Kippur em que participei quando tinha dez anos de idade. Embora eu ainda não fosse um bar mitzvá, insisti que eu também jejuaria e iria aos cultos da sinagoga, apesar das objeções dos meus pais. Afinal, eu queria que meus pecados fossem perdoados! Com zelo infantil, participei de tudo o que compunha o serviço do dia. Eu escutei atentamente a leitura das Sagradas Escrituras, recitei, na minha capacidade, as antigas orações hebraicas, e fui tocado até as minhas profundezas pela cadência da voz do cantor.

Yom Kippur

Com todo o meu coração, busquei o perdão dos pecados que, segundo eu acreditava, seria obtido pelas observâncias do dia. No entanto, mesmo enquando eu voltava para casa naquela noite, caminhando com meu pai pelas ruas escuras, persistiram as perguntas: “Será que Deus realmente ouviu minhas orações? Que garantia real tenho de que meus pecados tenham sido perdoados?

Dúvidas

As respostas que eu recebi de meus professores judeus provaram não ser suficientes, pois elas não amenizaram minhas dúvidas. Por fim, parei de fazer as perguntas que pareciam não ter respostas. Me envolvi em estudos de ciência, engenharia e filosofia, e participei dos prazeres da vida. Meu treinamento religioso me impediu de cair nos pecados mais grosseiros, mas acabei sendo um agnóstico. No entanto, com toda aquela busca, eu ainda me considerava um judeu. Abaixo da superfície, prontas para serem despertadas quando chegasse o momento do desafio, estavam as perguntas sem resposta: “Quem sou eu? Posso conhecer a Deus? O que segue após a morte? Posso ter a certeza de que meus pecados foram perdoados?

Embaixador de Deus

Completei minha formação em engenharia, aceitei um emprego e me vi trabalhando com um assistente técnico que achava que ele era o embaixador de Deus. Ele fazia isso no meu horário de almoço, durante a caminhada da empresa até a estação ferroviária; ele não dessistia. Durante os dois meses seguintes, insultei-o e fiz qualquer coisa para afastá-lo do meu escritório, mas ele sempre manteve aquele sorriso no rosto. Quando eu chegava com objeções, ele sempre tinha partes da Escritura para me responder. Eu me perguntei como poderia ser, que esse “goy” (gentil) soubesse tanto sobre o nosso Tanakh. Na verdade, deveria ser eu quem soubesse todas essas coisas. Quando ele vinha com seus argumentos, eu nunca respondia. A única coisa que alguma vez eu disse a ele foi: “É isso tudo o que você sabe?” Ele respondeu: “É o suficiente e é especialmente para você”.

Porque todos pecaram

Depois de três meses, ele colocou sua Bíblia na minha mesa e disse: “Leia, ela não vai te machucar. O que você achar ao respeito, é uma questão entre você e Deus.” Eu estava farto de tudo aquilo, então, eu prometi a ele que iria lê-la. Eu pensei comigo: “Eu vou ler o Novo Testamento e vou encontrar todos os erros e lacunas. Então, vou provar a ele que sua crença não tem fundamento e direi a ele para não me incomodar de novo.” Decidi começar em Romanos. A maior parte eu não entendi, mas o Senhor começou a falar comigo. Eu cheguei a Romanos 3:23, “…Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus…”

Por judeus, para judeus

Logo fiz a próxima descoberta. Todos os escritores deste livro são judeus e escrevem sobre assuntos judaicos, assuntos que eu conhecia! Isso me atraiu. As únicas partes que me causaram problemas foram os lugares onde Yeshua se chamava Deus. No entanto, o livro que eu esperava ser antijudaico, foi escrito por judeus e para judeus.
Alguns meses depois, meu colega me perguntou: “Agora, o que você acha?” Respondi-lhe que Jesus poderia ser o Messias. “Você acha que sim?”, Disse meu colega, e acrescentou: “Você deve ter certeza, com todo o seu coração!” Eu não sei o que aconteceu aí comigo, mas eu gritei: “Não, eu não quero!” Subi correndo para o meu escritório e bati com a porta. Eu não queria ver esse colega nunca mais!

Verdade

No dia seguinte, ele entrou como se nada tivesse acontecido. Como de costume, sentou-se à minha frente no almoço. Ele falou sobre todos os tipos de coisas, mas nem uma palavra sobre crença ou Yeshua. Isso durou cerca de um mês. Eu comecei a me sentir cada vez mais desconfortável. Então, Deus falou comigo: “Você sabe a verdade, o que você vai fazer com isso? Por que você está fugindo disso?” Eu me torturei por um mês com essas perguntas, até que finalmente cedi. Eu orei: “Senhor, já chega!” Eu me ajoelhei ao lado da cama e pedi a Yeshua que entrasse em meu coração. Lembro-me de sentir uma paz intensa que nunca havia experimentado antes.

Amor inesgotável

Eu só cheguei a entender o zelo do meu colega em tornar o Messias conhecido para mim, quando comecei a ler o belo livro de Oseias. Este profeta mostra-nos a luta de Deus pelo Seu povo. Seu amor sem fim nunca desiste. Foi esse amor que estimulou meu colega a não desistir de mim.
A tradição judaica fala de “tzadic” (justo). Segundo a tradição, o tsadic é aquele que vem de Deus com o fogo do seu altar. Ele vem ao mundo e alcança as pessoas mais solitárias e traz o fogo de Deus aos seus corações para trazê-los à presença de Deus. Eu descobri que Yeshua é o Tzadic, mas Ele é mais do que isso! Yeshua é aquele que queremos dar a conhecer ao nosso povo. Ele pode mudar a vida das pessoas. Que muitos do meu povo, assim como eu, conheçam o Seu amor e verdade!

Rebecca de Graaf nunca iria falar o nome de Jesus (Yeshua)

Meus pais eram judeus e meus dois avós eram judeus devotos. Junto com minha irmã, eu ia com eles à sinagoga de Haia e Leiden, na Holanda. Estudei música no Conservatório Real, me formei em piano e entrei na vida do entretenimento. Tudo somado, era uma vida de diversão, com os altos e baixos habituais. Quase não praticava minha religião, do mesmo jeito que milhares de pessoas como eu, mas sabia que era judia. De acordo com nossos líderes, mesmo acreditando em Deus ou não, um judeu permanecerá judeu. Mas em 1932, quando eu tinha 25 anos, tive que lidar com uma grande decepção em minha vida. Eu não via nenhuma saída e fui para meus amigos judeus. Eles não podiam me ajudar, pois eles mesmos não tinham ajuda. Eu tive que encontrar meu caminho sozinha.
Naquela época, tínhamos uma loja no centro de Haia. Eu gostava de visitar nossos vizinhos que também tinham uma loja. Eles não eram judeus, porém eram verdadeiros crentes, e viviam de acordo com isso. Um dia, encontrei uma Bíblia no fundo da loja deles. Eu nunca havia lido uma Bíblia antes e, por “coincidência”, abri-a em João 5:39, onde diz: “Vocês estudam as Escrituras Sagradas porque pensam que vão encontrar nelas a vida eterna. E são elas mesmas que dão testemunho a meu favor.” Aqui Jesus fala para nós, judeus. Eu não gostava do nome Jesus, nunca pronunciava esse nome. Esse nome era para os gentios, não para nós. No entanto, percebi que, na verdade, eu não conhecia nosso próprio Tanakh e que Jesus precisava chamar minha atenção exatamente para isso. Eu decidi que iria ler a Bíblia.

Um Deus pessoal

Eu li a Bíblia do começo ao fim. Foi exatamente como um escriba judeu em Jerusalém uma vez me disse: “Quando nós seguramos a Bíblia, a Bíblia nos segura.” Havia partes que eu não entendia nada, mas o que eu entendia eu recebia ávidamente. Na escola judaica, em Haia, eu tinha estudado a história de nosso povo, mas o que descobri agora foi: “Assim diz o Senhor, o Deus de Israel”. Deus começou a falar através de Sua Palavra para mim. Senti como se eu tivesse voltado para casa, e assim foi. O judeu Paulo escreveu em sua carta aos Romanos: “Pois os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.” Romanos 11:29. Sem arrependimento, Deus não mudará sua mente; com certeza!
Como judia, fiquei emocionada de ver como o Eterno, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, nos guia como povo, nos ajuda e, quando necessário, nos pune; mas também nos dá promessas de restauração, para que nosso coração não desmorone. Especialmente os salmos tornaram-se o meu “lar”. Imagine que você lê no Salmo 32:8 “Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os Meus olhos.” Isto me tocou e me emocionou! Eu entendi que havia um Deus que me viu e me vê pessoalmente. Então, comecei a entender que os seguintes versos também eram aplicáveis a mim: “Não sejam como o cavalo ou o burro, que não têm entendimento mas precisam ser controlados com freios e rédeas, caso contrário não obedecem.” Salmo 32:9. E o Salmo 32:10: “O ímpio tem muitas dores, mas aquele que confia no SENHOR, a misericórdia o cercará.” Que experiência!

Uma nova aliança

Mas, quando uma coisa é verdade no Tanakh, então isso é uma garantia de que também podemos acreditar nas outras coisas. Assim, o Senhor de Israel nos diz que haverá uma nova aliança para o nosso povo (Jeremias 31:31). Quando ouvi isso pela primeira vez, pensei: “E agora? Nós, judeus, não temos que guardar a lei de Moisés? Isso é o que sempre nos foi ensinado?” Sim, a lei e seus mandamentos e ordenanças são sagrados e bons. O judeu Paulo também disse: ” Sabemos que a Lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada. Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores…” 1 Timóteo 1:8,9.
Aparentemente, o Deus de Israel acha que a lei não é suficiente, porque Ele falou claramente sobre a nova aliança: ‘”Estão chegando os dias”, declara o SENHOR, “quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito…”’ Jeremias 31:31,32. A lei de Moisés, embora santa e boa, não é suficiente para um humano entrar em um relacionamento verdadeiro com Deus. Isso dissipa o ditado que nós, judeus, e eu também no passado, tanto gostamos de usar: “Que Jesus é bom para os gentios, mas nós não precisamos de um Mediador!” Esta nova aliança não é uma invenção dos crentes dentre os gentios, mas sim uma profecia prometida e cumprida, dada por Deus através da boca de Jeremias. O próprio Moisés escreveu em Deuteronômio 18:18, “Levantarei do meio dos seus irmãos um profeta como você; porei Minhas palavras na Sua boca, e Ele lhes dirá tudo o que Eu Lhe ordenar..”

Porém, é Jesus ( Yeshua) o Messias?

Então, eu me encontrava ainda em solo judaico, acreditando naquele profeta que saiu de nossos irmãos! Mas, então, ouvi um dos meus amigos judeus dizer: “Isso não significa que esse profeta é aquele Jesus, no qual tantos gentios acreditam”. Isso foi corretamente observado. Essa, então, tornou-se para mim a pergunta dominante: “É Jesus o Messias?” A quem se referiu Moisés aqui? Também poderia ser Josué, o sucessor de Moisés, mas Josué não era um profeta como Moisés o descreveu. Josué era mais um general como, por exemplo, Moshe Dayan. Mais uma vez, comecei a ler a Bíblia, eu queria uma resposta e, especialmente, do Tanakh e lá, felizmente, comecei a reconhecê-Lo. Especialmente através dos profetas e do cumprimento de suas profecias, Seu retrato tornou-se cada vez mais claro para mim.

Judia completa

É, então, também por causa do cumprimento da profecia que tantos dos gentios tem aceitado a Jesus? Novamente, a Escritura tem uma resposta clara. O Salmo 118:22 diz: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular.” Isso significa que Jesus, que foi rejeitado por uma parte de Israel (os líderes), foi aceito pela outra parte de Israel e os gentios como uma pedra viva, escolhida por Deus e preciosa (veja 1 Pedro 2:4). Também o temente a Deus, Simeão, confirmou isso quando, no templo, tomou nos braços o menino Jesus e disse: “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação aos gentios (de acordo com Isaías 49:6) e para a glória de Israel, teu povo.” Lucas 2:29-32. Então Simeão continua e diz: “…Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição.” Lucas 2:34.
Por dois mil anos, “aquele Jesus” tem sido um sinal que tem sido contradito. Para os líderes e os outros, Ele é uma pedra de tropeço. Para a outra parte, inclusive eu, aleluia, e para muitos dos gentios, Ele é a pedra sobre a qual nós estamos; uma rocha que não pode ser abalada. Eu quero escutá-Lo, de acordo com o comando de Moisés, quero seguir os Seus passos, como os profetas falaram. Como judia, eu estou no bom caminho bíblico. Eu não perdi minha identidade, pelo contrário, só agora eu sou uma verdadeira judia, completa com Jesus, o Messias de Israel.

Meno Kalisher procura a verdade sobre Jesus (Yeshua)

Meno nasceu em uma família judaica de crentes em Jesus, numa época em que havia apenas um punhado de crentes Messiânicos em todo o Israel. Seu pai, Zvi Kalisher, foi um sobrevivente judeu do Holocausto que, depois da guerra, partiu para Israel e, anos depois, encontrou ali seu Messias. Zvi se casou com Naomi, uma judia do Irã, e junto com seus três filhos e filhas, eles se juntaram a uma congregação Messiânica em Jerusalém.

Sérias dúvidas

Seus pais ensinaram-lhe a importância de aprender a Palavra de Deus e de estar em comunhão com outros crentes, todos os sábados na congregação Messiânica à qual sua família frequentava. Havia forte oposição daqueles que eram contra os crentes em Jesus, então, ele fez o seu melhor para manter sua conexão com eles em segredo. Nenhum de seus amigos na escola ou na vizinhança deveria saber que ele pertencia a uma congregação Messiânica, pois temia ser rejeitado e isolado. O fato de que os crentes em Jesus são uma pequena minoria em Israel, levantou sérias dúvidas em sua mente jovem. Talvez toda essa fé tenha surgido da imaginação de pessoas que tinham os fatos errados? Ele perguntava-se coisas como: “Será possível todos os rabinos estarem errados?” “Já que a grande maioria do povo judeu rejeita Jesus e o tem feito ao longo da história, não se deve assumir que a maioria está certa?” “Será que, por outro lado, esse pequeno grupo de pessoas simples com quem estou me associando é o único que realmente tem a verdade?”

Pesquisa completa

Com a idade de dezessete anos, Meno decidiu que ele deveria adquirir uma compreensão profunda da fé em Jesus. Ele entendeu que não podia confiar para sempre no que ele tinha recebido da sua educação Messiânica, mas que sua fé tinha que se basear em uma decisão pessoal.
Quatro meses de estudo intenso se seguiram. Ele leu e estudou o Antigo Testamento, e investigou especialmente algumas das principais profecias Messiânicas. Finalmente, ele chegou, pela graça de Deus, à conclusão de que Yeshua, o Messias, é verdadeiramente “El-Shaddai”, “o Salvador de Israel” e “o Santo de Israel”. Ele é o Redentor prometido pelos profetas da Bíblia. Quando ele descobriu isso, ele experimentou a verdadeira paz de Deus.

Deus define a verdade

Então, novamente incomodou-o o fato de que os crentes fossem uma minoria tão pequena. Estudar e compreender a Palavra de Deus trouxe clareza. Ele entendeu que Deus é aquele que escolhe seus filhos a seu próprio critério. Ao fazer isso, é Ele quem decide sobre os números. O fato de ele, Meno, ter se tornado parte do pequeno rebanho de crentes, é um presente precioso da graça de Deus.
A partir do estudo das Escrituras, ele chegou à conclusão de que a coisa mais natural para qualquer judeu é crer em Yeshua, o Messias, como seu Salvador do pecado. Ele finalmente recebeu uma paz e segurança que, desde então, nunca mais o deixou. Houve outro fato importante que ele aprendeu. Não é a maioria que decide o que é a verdade, a verdade é definida por Deus! A verdade de Deus está escrita na Bíblia, o Antigo e o Novo Testamentos, e a Bíblia afirma que Yeshua é o Caminho, a Verdade e a Vida, tanto para os judeus como para os gentios!

Jacob Gartenhaus: “Eu preferiria morrer do que renunciar a Ele” (1896-1984)

Se alguém na minha juventude tivesse me dito: “Se você não se tornar um cristão, nós o mataremos”, minha resposta teria sido: “Então tire minha vida, porque prefiro morrer do que acreditar naquele Cristo de vocês. Mas agora, eu prefiro morrer do que renunciar a Ele. Agora sei que minha vida não tem sentido sem Ele.

Eu não queria nem ouvir o nome de Jesus (Yeshua)

Eu nasci e fui criado um judeu ortodoxo na Áustria. Desde a idade de três anos, eu pude desfrutar de uma educação judaica, porque os meus pais tinham me destinado a me tornar um rabino. Sempre que saía de casa, andava do lado esquerdo da rua, porque do lado direito ficava o prédio de uma igreja. Nunca me foi permitido chegar perto de uma igreja, nem mesmo olhar para uma. Toda vez que eu ouvia o nome de Jesus, eu colocava meus dedos em meus ouvidos, para ter certeza de não ter que ouvi-lo pela segunda vez. Eu nunca tinha ouvido um judeu falar esse nome, afinal, aquilo era um pecado mortal.

A história do meu irmão

Pouco antes de partir para os Estados Unidos, decidi passar um dia com meu irmão, em Viena. Ele havia saído de casa há muito tempo e havia se formado em dois dos mais proeminentes rabinatos. Assim que cheguei, ele me contou sobre uma experiência que mudou totalmente sua vida. Um homem na rua deu-lhe um livro que parecia ser um Novo Testamento. No começo, ele queria devolvê-lo imediatamente, ou até destruí-lo. No entanto, a curiosidade tomou conta dele, então ele o pegou e o levou para casa, escondido no bolso. Lá, ele começou a lê-lo em segredo. Ele ficou surpreso ao encontrar na primeira página muitos nomes conhecidos, como Abraão, Isaque, Jacó e muitos outros. Ele continuou a ler até chegar ao Sermão da Montanha, em Mateus 5, que o impressionou profundamente. Como poderia ser esse um livro pecaminoso, quando continha palavras tão fantásticas? Como poderia Jesus ser um traidor, se Ele ensinava coisas tão belas? Afinal de contas, Ele chamava as pessoas a se arrependerem e acreditarem em Deus.

Eu preferiria morrer

Meu irmão me disse que ele estava tão fascinado pelo Novo Testamento, que ele o havia lido a noite toda. Então, ele começou a comparar as profecias do Antigo Testamento com as do Novo Testamento. Demorou cerca de oito horas, antes que ele tivesse terminado de contar sua história. Quando ele começou, parecia que eu estava sonhando, mas lentamente se tornou um pesadelo para mim. Lembro-me das minhas últimas palavras antes de sair: “Você pode acreditar naquele homem, mas eu prefiro morrer a acreditar Nele”. Deixei meu irmão com o coração partido.

Cartas rasgadas

Logo depois que cheguei nos Estados Unidos, recebi uma carta do meu irmão. Ele me encorajava a examinar as Escrituras. Rasguei a carta, mas depois chegou uma segunda longa carta, com as profecias do Antigo Testamento e seu cumprimento no Novo Testamento. Eu também rasguei essa carta. Uma terceira carta chegou e, finalmente, uma quarta, na qual meu irmão me dizia que viria para os Estados Unidos. Fui recebê-lo no barco e disse-lhe claramente que, se quiséssemos viver em paz, não haveria discussões sobre assuntos religiosos.

Maná celestial

Os dias se passaram e meu irmão nunca falou uma única palavra sobre sua nova crença. No entanto, eu não conseguia ignorar a impressão de que ele tinha algo do que eu sentia falta, uma paz que o mundo não poderia dar nem tirar. Embora eu ansiasse por essa paz, eu me recusava a aceitar Aquele que poderia me dar essa paz.
Com o tempo, comecei a mostrar algum interesse. Eu li alguns folhetos do meu irmão e até visitei algumas reuniões. Então, decidi me voltar para a única fonte confiável: A Bíblia. Eu estudei as profecias do Antigo Testamento por horas e as comparei com o seu cumprimento no Novo Testamento. Lembro-me de que isso me tomou uma noite inteira e todo o dia seguinte. Pegou toda a minha atenção, e eu nem tive tempo de comer. Olhando para trás, vejo que eu já estava degustando o maná celestial.

Encontrei-O

Um dia, juntei-me ao meu irmão numa reunião de oração. Isso resultou numa noite sem dormir e num doloroso autoexame. Poucos dias depois, eu visitei um culto da igreja. Quando eles foram orar em silêncio, ouvi uma voz convidativa dentro de mim, a voz que tinha me puxado para a reunião da igreja, sussurrou: “Você tem que orar também. O tempo da misericórdia chegou para você. Não demore!” Naquele momento, uma mudança ocorreu em mim. Fiquei muito feliz: “Encontrei-O! Eu encontrei o Messias!” Uma enorme paz e alegria fluíram através da minha alma, tanto, que eu saí correndo da igreja para a rua, para anunciar minha nova descoberta em voz alta, em ídiche. Rapidamente descobri que o resto do mundo não compartilhava meu entusiasmo. Inimizade e espancamentos estavam me esperando. Em pouco tempo, experimentei um chamado ao trabalho de evangelização. Apesar das decepções, das preocupações e das poucas respostas, acreditei que tempos melhores viriam. De fato, as coisas têm mudado muito desde então. Portas fechadas se abriram, e corações de pedra ficaram macios. O livro proibido, o Novo Testamento, está sendo lido e estudado em todos os lugares.

José e seus irmãos

O que está acontecendo em nossos dias, pode ser melhor comparado com a história de José e seus irmãos. Você se lembrará de que José foi desprezado, caluniado, traído, e sua família acreditava que ele estava morto. As circunstâncias levaram os irmãos a ficar face a face com aquele a quem eles haviam rejeitado, a quem eles achavam que estava morto. Mas quando houve uma fome mundial, foi José que salvou seus irmãos, e todo o Egito, de morrer de fome. Da mesma forma, Israel está se tornando globalmente consciente de uma fome espiritual, com o resultado de que muitos estão se voltando para Aquele a quem eles rejeitaram. Eles estão sendo reconciliados com Ele e com o Novo Testamento, que eles antes desprezaram.
Nos anos sessenta, o Senhor quis me usar para ganhar centenas de Seu povo para Ele. Eles, por sua vez, alcançaram outros com o Evangelho.

Richard Harvey, “Como posso eu, sendo um judeu intelectual, crer?”

Richard Harvey mora na Inglaterra, mas também passa boa parte do ano em Israel. Ele é cientista e palestrante em instituições teológicas, e leciona na Inglaterra, em Israel e em muitos outros lugares do mundo. Ele escreve e ensina sobre o que significa ser judeu e acreditar em Yeshua (Jesus). Leia a história dele, de como ele veio fazer isso.

Curiosidade

Richard Harvey nasceu em 1956, em uma família judia. A família Hirschland veio da Alemanha, mas imigrou para a Inglaterra com a ascensão do nazismo. Depois da guerra, o pai dele mudou o nome para Harvey. Seus pais não eram muito religiosos e a família frequentava uma sinagoga liberal. Para eles, as festas judaicas eram principalmente ocasiões agradáveis para se reunir com toda a família.
Aos treze anos, Richard decidiu não ter um bar mitzvá, porque ele não acreditava em Deus. No entanto, ele tinha curiosidade sobre o espiritual e o sobrenatural.

Procurando a verdade

Durante seu tempo na escola básica privada Milbourn Lodge, Richard estudou grego e latim. Com sua composição de versos em grego e latim, ele até ganhou uma bolsa de estudos para o Winchester College, uma prestigiosa escola para excelentes alunos. Lá, ele teve um tempo difícil porquanto em sua antiga escola ele estivesse no topo da classe, mas agora, no que diz respeito às línguas clássicas, ele era um dos alunos menos capazes. Embora participasse de todo tipo de atividades e clubes, sentia-se solitário, tornando-se introvertido e deprimido. Como resultado, ele iniciou um longo processo de busca em todo tipo de religiões e experiências espirituais, mas isso não lhe trouxe satisfação.

Eles se dizem cristãos

Dois de seus colegas de classe, Simon e Michael, eram diferentes dos demais. Eles não só se chamavam a si mesmos cristãos, mas na verdade pareciam acreditar nisso. Eles regularmente eram ridicularizados, e Richard achava que eles estavam equivocados e que não estavam preparados para encarar a realidade. Quando ele discutiu com eles, no entanto, eles pareciam ser pessoas sensatas, e ele não podia negar os fatos históricos sobre Jesus. É Ele o Messias? Simão e Miguel acreditavam que Ele ressuscitou dos mortos. Eles tinham uma forte fé em Deus e tinham um relacionamento pessoal com ele. Como podia ser isso?

“Oferta gratuita”

Então, o evangelista Keith de Berry veio à escola e deu uma série de palestras sobre o Cristianismo. O homem baixinho tinha uma mensagem clara: “Arrependa-se, receba-O, confie Nele”. Em seu coração, Richard sentia-se fortemente atraído por essa oferta gratuita de realmente conhecer a Deus, mas poderia ele se comprometer tão facilmente?
Em uma conversa particular com Keith, Richard expressou sua principal dúvida, um argumento que, ele achava, ninguém poderia refutar: “Como posso eu colocar minha fé em algo que ainda não provei por mi mesmo ser verdadeiro? Isso estaria comprometendo a minha integridade intelectual.” A resposta de Keith foi: “Você tem certeza de que não é apenas o seu orgulho que está falando?” Richard imediatamente percebeu que isso era verdade e se sentiu como um tolo. Naquela noite, ele se ajoelhou ao lado da cama e pediu ao Senhor Jesus que entrasse em sua vida e perdoasse seus pecados. Daquele momento em diante, ele tinha certeza: “Deus existe, posso confiar Nele, mesmo que eu tenha perguntas não respondidas”. O judeu Richard livremente se chamava de cristão, um termo “carregado” para muitos crentes judeus, e participava de reuniões cristãs. Para sua surpresa, seu pai também começou a procurar por Deus e passou a acreditar no Senhor Jesus! Sua mãe tinha reservas e esperava que aquilo tudo fosse logo esquecido. Para ela, todas as religiões resultavam na mesma coisa: você deveria ser bom para as pessoas. “Volte para a sinagoga e seja um bom menino judeu”, os outros membros da família disseram a ele. “Agora que você se tornou um cristão, o velho já passou e você não é mais judeu”, foi a reação de seus amigos cristãos. Qual era a verdade? Richard decidiu descobrir por si mesmo e começou a estudar Teologia. Ele obteve um certificado em Missiologia e um diploma em estudos Hebraicos e Judaicos.

Compartilhando a verdade com seu povo

Richard se casou com Monica, uma jovem judia crente, que vinha de uma família ortodoxa tradicional. Eles tiveram um filho e uma filha. Richard gosta de compartilhar com o seu povo a verdade que ele chegou a conhecer. Ele se tornou o cofundador e membro de uma congregação Messiânica em Londres, e ministra em várias organizações missionárias entre o povo judeu.
Em 2009, o seu livro “Mapping Messianic Jewish Theology” (“Mapeando a Teologia Judaica Messiânica”) foi publicado, no qual ele descreve a grande variedade dentro da Teologia Messiânica. Esta é também a tese, com a qual ele obteve seu doutorado. Embora existam mais estudos sobre o movimento Messiânico, eles foram feitos principalmente a partir de um fundo histórico, antropológico ou psicológico. Este é o primeiro estudo extenso que tem a Teologia Messiânica como sujeito. É um trabalho impressionante, que foi bem recebido no mundo científico.

Wainer, “Por que deveria eu acreditar no Deus dos gentios?” (1952-2013)

Eu nasci em uma família judia tradicional. Embora meus pais fossem ateus, nossa família celebrava as festas judaicas como Rosh Hashaná, Purim, Chanucá e Pessach; tudo acompanhado pelos pratos tradicionais correspondentes. A festa que eu mais gostava era o Chanucá, porque então eu ganhava dinheiro do Chanucá. Eu não fazia ideia do significado espiritual das festas. Lembro-me de meu avô com seu talit (xale de oração) e seu Sidur (livro de orações) na mão. Ele orava regularmente, e também, de tempos em tempos, um minian, um grupo de dez homens judeus, se reunia na casa do meu tio. Isso tudo acontecia secretamente, porque tal reunião era proibida naquele tempo. Apesar de toda aquela religiosidade, havia pouco conhecimento real de Deus.

Existe Deus realmente?

Foi só enquanto eu estava no serviço militar que comecei a pensar sobre a existência de Deus. Um judeu de Krasnodar, na Rússia, era meu companheiro. Muitas vezes, nós falávamos sobre assuntos como criação ou evolução, mas para a pergunta mais importante, se Deus existe ou não, nós não conseguimos encontrar uma resposta satisfatória. Quando saí do exército, fiz uma assinatura da revista “Science and religion” (Ciência e religião). Aí, eu esperava encontrar a resposta para minhas perguntas. Naquela época, era impossível comprar uma Bíblia. Então, para satisfazer o meu desejo de conhecer a Deus, eu tinha que usar outras fontes.

Jesus é judeu

Depois de algum tempo, me casei e me mudei para Kiev, onde consegui um emprego como instalador de equipamentos a laser. Naquele trabalho, o Senhor me colocou em contato com um irmão batista. Ele começou a me falar sobre o Senhor Jesus como o Caminho da salvação. Eu não entendia nada disso. Por que deveria eu, sendo judeu, acreditar no Deus dos gentios? Isso mudou quando descobri pela Palavra de Deus (então eu já tinha uma Bíblia) que o Senhor Jesus, assim como os apóstolos, eram judeus. Lentamente, mas com certeza, os evangelhos e as cartas começaram a falar cada vez mais claramente ao meu coração judeu, até o momento em que eu estive convencido de que o perdão dos pecados e a vida eterna só poderiam ser recebidos pela crença no Senhor Jesus como meu Salvador pessoal.

Ameaçado

Em 1986, minha esposa e eu começamos a frequentar a igreja batista. Essa igreja não estava registrada naquela época, então tivemos que fazer nossas reuniões nas florestas. Isso não nos impediu de louvar ao Senhor, mas ainda assim, não foi um tempo fácil. No meu local de trabalho, eu fui avisado por ser cristão e até ameaçado, mas não me deixei intimidar. “Se o Senhor o proibir, ninguém será capaz de me prejudicar”, eu disse ao meu chefe. Também fomos acusados de ser agentes da CIA. Isso aconteceu durante o período Andropov-Chernenko, época em que a perseguição aos cristãos se incrementou. Eu não esperava nenhum apoio dos meus pais, e também no meu trabalho a resistência contra a minha crença cresceu. Eles ameaçaram demitir-me, se eu não virasse as costas para “meu hobby”, como eles o chamavam. Eu não era apenas cristão, mas também judeu e, por causa disso, experimentei dupla oposição. No entanto, nada aconteceu; nem mesmo quando, em 1988, fui batizado e me tornei membro da Igreja Batista.

Crescimento do movimento Messiânico na Ucrânia

Eu não estava apenas cheio de desejo de compartilhar a Palavra de Deus com meus irmãos na carne, mas também estava convencido de que Deus havia me chamado para isso. Em 1990, não havia congregações Messiânicas na Ucrânia, nem no resto da antiga URSS, mas o trabalho de Deus entre a comunidade judaica continuou, com o resultado de que, no final de 1992, duas congregações Messiânicas foram estabelecidas em Kiev.
Wainer tornou-se o fundador de uma das primeiras congregações Messiânicas da ex-URSS, após sua dissolução em 1991. Com o tempo, o número de congregações Messiânicas na Ucrânia se expandiu cada vez mais.

Leopold Cohn, a busca de um jovem rabino (1862-1937)

Leopold Cohn foi um jovem rabino muito promissor, que estive disposto a abandonar tudo por causa da verdade. Ele foi um grande erudito e pregador, um pastor fiel e um missionário zeloso.

Um rabino jovem e promissor

Em 1869, Leopold ficou órfão na idade de sete anos e teve que aprender a cuidar de si mesmo. Ele teve uma infância difícil, mas foi durante esse tempo que ele aprendeu a confiar completamente em Deus. Com a idade de treze anos, ele decidiu se tornar um rabino e, cinco anos depois, ele foi ordenado. Seu zeloso estudo sobre o Talmude e o Tanakh (o Antigo Testamento Hebreu) o confundiram. No livro de Daniel (9:20-25), ele descobriu que a vinda do Messias deveria ter ocorrido 400 anos depois que Daniel recebeu sua profecia. O jovem rabino começou a questionar a confiabilidade do Talmude.

Indo para a América

Por mais difícil que fosse para o rabino Cohn, ele tinha que fazer uma escolha. Acreditar a Palavra de Deus ou fechar os olhos para a verdade. No meio deste conflito, uma oração estava continuamente em seus lábios: “Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.” Salmo 119:18
Seguiu-se uma crise. Quando ele pediu o conselho de um rabino mais idoso e “mais sábio”, o rabino começou a insultá-lo com palavras: “Você pretende descobrir o Inescrutável… você tem a temeridade de questionar o Talmude… você fala como um apóstata!” Desapontado e arruinado, o rabino Cohn foi embora. Ele colocou toda a sua esperança na América, a nação da liberdade.

Fim de sua busca

Em março de 1892, Leopold pôs os pés em Nova Iorque. Quase de imediato, ele se deparou com uma igreja messiânica onde um letreiro hebraico anunciava: “Reuniões para judeus”. Sua curiosidade levou-o a entrar em contato com o rabino, um judeu crente em Jesus Messias. Quando ele notou que Leopold não conhecia o Novo Testamento, ele lhe deu uma cópia em hebraico. As primeiras linhas que ele leu o tocaram profundamente: “O livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” Mateus 1:1. Sua missão havia chegado ao fim. Deus havia respondido às suas orações. Era mais do que claro, o nome do Messias é Yeshua, Ele nasceu em Belém e veio exatamente na época profetizada por Daniel. Sua alegria ficou ilimitada, mas também momentos de tristeza estavam à sua frente. Em Isaías 53, Leopold descobriu o Messias sofredor. Ele não conseguiu mais duvidar, Yeshua e Jesus são uma e a mesma Pessoa.
Quando Leopold começou a testemunhar abertamente, ele foi taxado como um traidor e apóstata. Sua vida estava em perigo, daí ele ter de fugir para a Escócia. Até sua morte, ele foi uma benção para muitos e, através dele, muitos judeus encontraram seu Messias.