Parashah 38: Korach (Coré) 16.1-18.32

A parashah se inicia com o atrevimento de Korach, filho de Ytz’har do grupo de famílias levitas de Coate em se revoltar contra Moshêh. Ele se juntou com três homens da família de Re’uven chamados Datan, Aviram e On. Além disto, Korach convocou outros 250 israelitas de fama, que eram líderes escolhidos pelo povo. korach

 

Quatro rebeliões são mencionadas na parasha:

Korach que reivindicava o sacerdócio Aharônico;

Datan e Aviram contra Moshêh;

– Os chefes tribais contra Aharon;

– A comunidade contra Moshêh;

 

O principal conspirador contudo, era Korach que parece estar envolvido em todos os quatro movimentos rebeldes.

 

Importante citar que Datan e Aviram da tribo de Re’uven se ressentiam da liderança de Moshêh, posto que descendiam de Re’uven, o primogênito de Ya’akov e, tradicionalmente o filho primogênito obteve a liderança do povo.

 

Korach com os 250 líderes de Ysra-EL confrontam Moshêh e Aharon ao que, Moshêh ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e desafiou-os a oferecerem o sagrado incenso no Santo dos Santos no Mishkan (Tabernáculo) na manhã seguinte.

 

Esse ritual de oferecimento do ketoret (incenso) era o ritual mais sagrado dos serviços no santuário, permitido apenas para o Kohen Gadol (Sumo Sacerdote), e apenas em circunstâncias especiais.

 

Desta forma se o incenso fosse aceito, isso provaria a dignidade daquele para o Kehunnah Aharônico (Sacerdócio).

 

Moshêh ainda para estabelecer sua credibilidade como líder do povo mandou chamar Datan e Aviram, porém, eles se recusaram em atender o pedido, alegando que ele, Moshêh, enganava as pessoas.

 

Na manhã seguinte, Korach e os 250 líderes apareceram diante do Mishkan com seus braseiros de fogo para oferecerem incenso. Toda a Congregação de Ysra-EL estava perto. A Glória de Adonai apareceu de repente e o Eterno disse que destruiria o povo, mas, Moshêh e Aharon se ajoelharam e encostaram o rosto no chão, clamando ao Eterno em favor do povo. Em seguida Korach, Datan e Aviram e todos de suas famílias, com suas tendas e tudo que possuíam, foram engolidos vivos pela terra, conforme a parashaheles desceram vivos ao sh’ol”.

 

O fogo de Adonai consumiu os 250 homens que ofereciam o incenso. Adonai ordenou então a El’azar, filho de Aharon que recolhesse os 250 braseiros de fogo, que se tornaram sagrados, devendo transformá-los em chapas batidas para cobrir o altar como sinal para o povo de Ysra-EL.

 

Mas no dia seguinte o povo de Ysra-EL novamente se revoltou contra Moshêh e Aharon acusando-os de “matar o povo de Adonai” e, em virtude disto uma praga os acometeu. Embora Aharon tivesse queimado incenso para expiação do povo, 14.700 israelitas foram mortos.

 

Para demonstrar que Aharon era o sacerdote escolhido, Adonai determina que cada um dos líderes de cada tribo traga sua vara, de acordo com as tribos de seus ancestrais, colocando em cada uma o nome de cada homem. A vara de Aharon estava entre elas. Em seguia as varas foram colocadas diante de Adonai na tenda do testemunho e a vara que brotasse seria a escolhida pelo Eterno. A vara de Aharon não só brotou, como também produziu amêndoas maduras. Adonai ordenou que a vara de Aharon ficasse diante do testemunho como forma de sinal para os rebeldes, a fim de que parassem de murmurar contra o Eterno e não morressem.

 

Depois de tudo isso o povo passou a temer a presença do Eterno e do Mishkan.

 

Além disto, Aharon e seus filhos, bem como todos os l’vi’im assumiram a responsabilidade acerca do santuário. Como os levitas e os kohanim não receberiam nenhuma porção na terra prometida, deveriam ser apoiados por contribuições (terumot) das pessoas. Dentre a lista enumerada pela Torah, os levitas receberiam ofertas de bikurim (dízimo dos primeiros frutos) e partes de várias ofertas de sacrifício.

 

O Eterno também faz uma aliança de sal com os l’vi’im, estabelecendo assim uma lei perpétua. O sal é um símbolo da eternidade devido suas propriedades conservadoras, opostas ao chametz (fermento). O sal não fermenta e preserva os alimentos.

 

Do estudo da parashah entendemos que devemos nos submeter à autoridade escolhida por Elohim. Sha’ul nos ensina que devemos obedecer às autoridades do governo, pois não há autoridade que não proceda do Eterno e elas foram colocadas no lugar pelo Eterno e resistir a elas é resistir ao que o Eterno instituiu e, se desta forma agirmos, traremos Juízo sobre nós. (Rm 13.1-2). Ámen.

Escrito por Ets Uri Ben Avraham (Alex) Judeu Nazareno.

 

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