Parashah 36: B’há’lotkha (Quando você acender) 8.1-12.16

 

Resumo da Parashah

Com o acampamento israelita completo e o Tabernáculo (Mishkan), este que contou com as doações de cada uma das 12 tribos, conforme vimos na Parasha Naso. O Eterno dá instruções para Moshêh sobre como iluminar as sete lâmpadas da menorah dentro do santuário (parte interna) do Tabernáculo (Mishkan).bechaa

A menorah era uma única peça de ouro maciço. Foi feita obedecendo a instruções minuciosas do Eterno. Na menorá, há sete braços ao todo: uma haste central, e três braços que saiam de cada lado. Óleo de azeite puro era usado para iluminar suas chamas.

Em seguida vemos na Parashah que Moshêh reuniu os levitas para purificá-los para que fossem apresentados diante de Adonai, na presença de toda a comunidade do povo de Ysra-EL, assim separando-os para o Eterno que os tomou para o serviço (avodá), dos 25 anos até os 50 anos, quando então ficavam liberados da obrigação.

A Parashah prossegue com o Eterno dizendo acerca da observação do Pesach e de seus regulamentos e regras. Também há a menção de algumas pessoas que haviam se tornado impuras por haverem tocado em um cadáver de uma pessoa e por isto perguntam a Moshêh como poderiam participar do Seder e o Eterno institui o Pesach Sheini (“Segunda Páscoa”), que se daria um mês depois, quando todos aqueles que perderam a primeira Páscoa comeriam o korban Pesach com ervas amargas e pães ázimos em memória do Egito. Ainda vemos a advertência acerca da pessoa que, estando pura, não se encontrando em viagem, não observando o Pesach, seria cortada do povo.

A Parashah então narra novamente os eventos que ocorreram com o Livro de Sh’mot (Êxodo) , descrevendo a nuvem da Shekhinah cobrindo a tenda do encontro, e que, sempre que a nuvem se levantava, o povo de Ysra-EL partia, e onde quer que se estabelecesse, as pessoas acampavam.

O Eterno então instruiu Moshêh a fazer duas trombetas de prata para serem usadas para convocar o campo para a atenção. Os kohanim usaram diferentes sons para sinalizar eventos (reunião da comunidade, reunião dos líderes, partida do acampamento, saída para guerra e também nos dias de alegria, nos tempos designados e no Rosh-Hodesh [primeiro dia de cada mês]).

A Parashah prossegue narrando a partida do povo de Ysra-EL do Monte Sinai, onde haviam acampado há quase um ano.

Depois de três dias de viagem do Sinai o povo começou a murmurar e queixar-se de suas dificuldades e o Eterno enviou um fogo do céu que consumia os arredores do acampamento.

Em seguida o povo começou a queixar-se e desejar carne e então vemos para Parashah que Moshêh reclama a Adonai que estava sozinho, quando então, são convocados 70 líderes de Ysra-EL, que são levados até a Tenda do Encontro para receberem parte do Ruach Nevu’ah (Espírito Profético) para que Moshêh não tivesse que carregar sozinho a carga do povo.

O Eterno envia enxames de codornas que foram espalhadas pelo campo. No entanto, a Parashah relata que a ira de Adonai se acendeu contra o povo e foi enviada uma praga aos Israelitas e muitos deles foram mortos.

A Parashah termina com o relato de Miryam e Aharon que criticaram Moshêh por causa de sua mulher etíope com quem ele se casara. Questionavam se seria verdade que Adonai somente teria falado por meio de Moshêh. E Adonai ouviu isso. Interessante observar no passuc citado é que Miryam teria dito tais palavras porém, é utilizado o pronome plural: ”Eles disseram”, demonstrando o consentimento de Aharon neste “Lashon Hara”(discurso maligno).

O Eterno então chamou Moshêh, Aharon e Miryam, ao que, foram eles inquiridos acerca de terem criticados Moshêh e, quando a Coluna de Nuvem foi removida de cima da tenda, Miryam teve tzara’at, tornando-se branca quanto a neve, pelo castigo da “Lashon Hara”. Moshêh orou a seu favor, contudo, Adonai a expulsou do acampamento por sete dias mas, pela misericórdia, a Coluna de Nuvem esperou até que Miryam voltasse ao campo, antes que Ysra-EL continuasse sua caminhada.

Da leitura da Parashah aprendemos acerca do julgamento do Eterno das várias murmurações e rebeliões do povo de Ysra-EL no deserto, nos servindo de exemplo.

Assim, devemos entender que todo o julgamento de “Hakadosh Baruch Hu” dependeu e depende, pois o Eterno não é como homens que muda de opinião, do que estava e está no coração de cada um.

Um Midrash exemplifica bem este contexto, ao afirmar que o man era um alimento sobrenatural que mudou de gosto de acordo com a fé a gratidão de quem comeu. Para os tzaddikim (justos), o man provou ser maravilhoso, mas para os reshaim (perversos e infiéis), parecia ser seco e chato.

O Mandamento é claro: “Amarás, pois, o Eterno teu Elohim de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”, não importando a situação que nos achemos. Por isto, devemos depositar nossa confiança nEle, pois somente Ele tem e prepara o melhor para nós, mesmo que em um primeiro momento não consigamos entender ou compreender. Amen.

Escrito por Ets Uri Ben Avraham. Alex, Judeu Nazareno

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