Parashah 26: Sh’mini (Oitavo) 9.1-11.4

Resumo da Parashahimages (2)

A Parashah Sh’mini, significa “oitavo” e refere-se ao dia em que Aharon seus filhos foram introduzidos como kohanim para o Santuário.
No oitavo dia o Eterno ordenou a Moshêh para efetivamente constituísse Aharon e seus filhos que assumirem oficialmente o ofício de Kohanim em nome do povo.
Também vemos na Parashah que os filhos de Aharon, Nadav e Avihu pecaram contra o Eterno ao se apresentarem diante de Adonai com fogo estranho e por isto um fogo saiu da presença de Adonai e os matou.
O Eterno então falou a Aharon e a Moshêh a respeito das leis de Kashurut, isto é, as leis kohser que identificam as espécies animais que podem ser comidas e as que são consideradas impuras.
Os mamíferos só podem ser comidos se tiverem cascos fendidos, totalmente divididos e ruminem; como exemplos podem citar vacas, cordeiros e cabras (mamíferos não kosher incluem camelos, burros, texugos, etc).
Os peixes devem ter barbatanas e escamas; como exemplos podem citar atum, salmão, carpa, sardinha, abrotea (os peixes não kosher incluem bagres, enguias, tubarões, etc).
Outros tipos de animais (exceto algumas aves e insetos que estão descritos na Torah) são considerados todos impuros, não kasher.
O Eterno também deixou muito claro o seu mandamento de se abster de comer o sangue, inclusive, repetiu este mandamento várias vezes no decurso da Torah (B’reshit 9:4, Vayikra 7:26:27, Vayikra. 17:14, D’varim. 12:16:23 e 24, 15:23). A proibição de comer sangue foi estendida aos ovos e o sangue que há neles está proibido. Assim, não é permitido comer ovos que contenham manchas de sangue, por isso, o ovo tem que ser bem examinado, antes de seu consumo.
Também o Eterno mandou se abster de comer a gordura de animais (Vayikra. 7:23).
Mesmo se tratando de um animal kasher, a Torah proíbe comer “o músculo da coxa que passa da ligação do quadril – pois o homem golpeou o quadril de Ya’akov junto a ligadura” (B’reshit 32:33).
Ainda dentro da lei dietética do kashrut há a restrição alimentar que verificamos em Sh’mot [Êxodo] 23:19 de “não cozinhar um animal novo no leite de sua mãe”, daí a regra de não misturar carne com leite. Desta forma não se pode consumir carne com leite. Segundo a halachah, se alguém ingerir carne, ou um alimento cozido ou misturado com carne, deve esperar seis horas para ingerir leite ou alimentos cozidos ou misturados com leite. Porém, consumindo um alimento neutro, ou seja, parve, como ovos ou peixes, não é preciso esperar seis horas.
O propósito das leis de Kashrut é tornar claro o que é puro e impuro, visando diferenciá-los porque assim quis Adonai. “Pois eu sou Adonai, o Elohim de vocês; portando, consagrem-se e sejam santos, pois eu sou santo (Vayikra[Levítico] 11:44).
As regras alimentares sobre o puro e impuro, bem como os acontecimentos ocorridos com os filhos de Aharon nos revela que nada contaminado pode entrar no templo onde habita a presença do Eterno. Nos dias de hoje não há mais o Beit Hamikdash mas, há sim, um templo onde o Eterno deseja morar. E de que templo estamos falando? Do nosso próprio corpo. Nas palavras de nosso Rabino Sha’ul nosso corpo “é um templo do Ruach HaKodesh (1.Coríntios.6:19), que habita em nós, e que nós, nas palavras de Sha’ul, recebemos por parte de Elohim.
Devemos assim procurar a santificação por meio de um relacionamento com HaShem. Este relacionamento inclui as regras alimentares. Desta forma, sendo purificados em corpo e alma, podemos usar nosso templo para glorificar ao Eterno como assim é a vontade dEle. Amen.

Escrito por ETs Uri Ben Avraham

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