Parashah 23: P’kudei (Registros) 38.21 – 40.38

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Resumo 

            A porção da Parashah P’kudei inicia-se com a “prestação de contas”, sendo contabilizados todos os itens que foram doados pelos israelitas para a construção do Mishkan, ou seja, o Tabernáculo.

 

            As vestes sacerdotais, confeccionadas e ornadas para servirem como roupas de ofício para os kohanim servirem no Lugar Sagrado, ficaram a cargo de B’tzal’El e Oholi’av que as confeccionaram de acordo com as instruções recebidas por Moshêh, que por sua vez recebeu diretamente do Eterno. Somente Aharon e seus descendentes foram autorizados a usar as vestes sacerdotais, sendo que outro não poderia.

 

            Todos os kohanim, ou seja, sacerdotes regulares usavam vestes específicas que eram compostas pelo ketonet, que era uma túnica de comprimento total ou camisa longa, pelo michnasayim, que era uma calça curta, pela migba’at, que era uma faixa de linho branco enrolado em um turbante pontiagudo e o avnet que era uma faca muito longa acima da cintura.

 

            Já as vestes utilizadas pelos Kohen Hagadol (cujo ofício somente era desempenhado por Aharon e seus descendentes) no serviço ao Eterno, era composta de além dos itens citados, também do efod, que era uma roupa de avental amarrada na frente feita de lã azul, púrpura e tingida de vermelho, linho e fio de ouro, pelo choshen mishpat, que era um peitoral com uma bolsa que continham doze pedras preciosas inscritas com os nomes das dozes tribos de Ysra-El, um me’il, que era um casaco de lã azul, com sinos dourados e romãs decorativas em sua bainha e o tzitz, que era uma cinta de ouro com a inscrição Kodesh la-Adonai – “Santo ao Senhor”.

 

            Importante citar que nem o kohanim regular nem o Kohen Gadol usavam sapatos ou chinelos, ou seja, eles serviram no Mishkan e mais tarde do Templo descalços.

 

            Todos os utensílios do Mishkan foram levados a Moshêh que ungiu com óleo santo da unção.

 

            Com toda a obra do Mishkan, a tenda do encontro, terminada o Eterno ordenou a Moshêh que “No primeiro dia do primeiro mês deveria armar o Tabernáculo, a tenda do encontro, ou seja, em 1º de Aviv. E o Mishkan entrou em funcionamento a uma nuvem cobriu toda a tenda eu encontro com a Presença do Eterno, a Shechinah, que encheu o Tabernáculo e nem mesmo Moshêh pôde entrar.

 

            A palavra Mishkan vem da palavra hebraica lishkon, que significa descanso, sendo considerado o lugar de repouso da Shechinah (Presença do Eterno).

 

            Da mesma forma que o Mishkan foi o lugar o repouso da presença do Eterno, também nosso corpo, como ensinou nosso rabino Sha’ul em 1.Coríntios 6:19, é o templo da Ruach HaKodesh (1.Coríntios 6:19) e desta forma, a Shechinah do Eterno quer habitar em nós. Por isso devemos ser um local de serviço contínuo ao Eterno para que, em oração e comunhão, possamos ser Um com o Pai, assim como nosso Mashiach Yeshua é um com Ele, pois isto, não é de homens, mas um presente  do Eterno (Yochanan 17: 11-12).

Escrito por Ets Uri Ben Avraham

Judaísmo Nazareno

 

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