Parashah 19: T’rumah (Coleta) 25.1-27.19

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Resumo da Parashah

A parashah se inicia com o Eterno dizendo a Moshêh:

וַיְדַבֵּר יְהוָה אֶל-מֹשֶׁה לֵּאמֹר:
דַּבֵּר אֶל-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל וְיִקְחוּ-לִי תְּרוּמָה מֵאֵת כָּל-אִישׁ אֲשֶׁר יִדְּבֶנּוּ לִבּוֹ תִּקְחוּ אֶת-תְּרוּמָתִי
“E o Eterno disse a Moshêh: Fale ao povo de Ysra-El, que façam uma coleta para mim – aceitem a contribuição de quem quiser colaborar de coração”.

A palavra T’rumah significa “contribuição”, “presente”, “coleta” ou “oferta voluntária”. Na parasha o Eterno pede ajuda “de todo homem cujo coração o mova “para fornecer materiais para o Mishkan kodesh (tabernáculo sagrado), uma estrutura que simbolizaria Sua Presença entre os israelitas durante sua estada na terra de Cannaã. (A palavra mishkan vem de uma raiz, que significa “habitar” e da qual a palavra shekhinah é derivada). Esta tenda santa foi destinada a ser “morada de Elohim entre o povo”, onde os sacrifícios eram oferecidos e o Eterno se comunicava com o povo através de Moshêh e do Kohen Gadol (sumo sacerdote). As instruções foram detalhadas para a construção do Mishkan, que depois se tornou modelo para construção do Bet Hamikdash (Templo) em Jerusalém.

O Mishkan, construído de acordo com as instruções dadas pelo Eterno a Moshêh, consistia de duas partes principais: A parte exterior que tinha o nome de chotzeir (contendo o altar para sacrifícios de sangue e a pia de bronze usada pelos sacerdotes), e uma estrutura tipo tenda chamada ohel. O próprio ohel foi dividido em duas câmaras: (1) haKodesh ou o Lugar Santo, uma câmara exterior na qual apenas os sacerdotes que desempenhavam deveres sagrados tinham acesso que continha o shulchan (mesa do pão da proposição), menorah (candelabro) e mizbeach HaKatoret (altar do incenso); e kodesh Kodesh Há Kodeshim, ou o Santo dos Santos, a câmara mais íntima que somente o Kohen Gadol (sumo sacerdote) entrava, isto em Yom Kippur, e que continha a Aharon há’brit (a Arca da Aliança que continham as duas tábuas que continham Os 10 Mandamentos).

A porção da Torah abriu com “Tomai uma oferta” em vez de “Daí por mim uma oferta”. Os sábios explicam que quando damos uma tzedaká (caridade), pode parecer que estamos dando algo de nossa própria substância por causa de outro, mas na verdade estamos realmente tomando, uma vez que estamos espiritualmente recebendo de volta muito mais do que damos. Nesta vida e especialmente no mundo Vindouro. A recompensa que recebemos em troca de nossa doação é sempre muito maior do que aquilo que originalmente damos.

Da leitura da Brit Hadasha extraímos às bênçãos de dar terumah mesmo sob os termos da Nova Aliança: “O Eterno ama um doador alegre”. Os seguidores do Mashiach Yeshua devem ser marcados pela bondade expressa em generosidade, manifestando o fruto do Espírito visto em Gálatas 5:22-23.

Um dos middot ha-lev da alma justa é dar aos outros. Isso é simplesmente parte da alma judaica. Rabi Asi diz: “A caridade é igual a todas as outras mitzvot combinadas”. E Rabi Yehudah também diz: “Foram criadas dez coisas duras no mundo, a rocha é dura, mas o ferro quebra, o ferro é duro, mas o fogo amacia, o fogo é poderoso, mas a água o extingue. As nuvens o carregam, as nuvens são grossas, mas o vento as dispersa, o vento é forte, mas o corpo resiste, o corpo é forte, mas o medo o esmaga, o medo é poderoso, mas o vinho o banaliza. A morte é mais forte do que todos, contudo, a tsedaká livra da morte, como está escrito: “A caridade livra da morte” (Provérbios 10:2).

 

Escrito por Ets  Uri Ben Avraham

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