Parashah 17: Ytro (Jetro) 18.1 – 20.23 (26)

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Resumo da Parashah

A porção da Parashah esta semana começa contando a história de Ytro que em português é conhecido como Jetro, sogro de Moshêh. Ytro era sacerdote em Midyan, local repleto de paganismo.
Vemos que Ytro era um sacerdote pagão, idólatra, porém, ao saber dos feitos do Eterno, ele reconhece que Ele é o verdadeiro Elohim acima de todos os outros falsos deuses e Ytro decide encontrar-se com Moshêh pois tinha ouvido falar como o Eterno havia abençoado seu genro e seus parentes, livrando-os da opressão do Egito e por isto foi a Rifidim para encontrá-lo. Ytro trouxe Tzipporah e os dos filhos dela como Moshêh, Gérson e Eliezer.
Percebemos que Ytro abriu mão da idolatria para servir ao Eterno e cumprir a Torah. Isto nos remete a um fato que ocorre nos dias de hoje e que pode ter ocorrido com nós mesmo. Hoje em dia, muitas pessoas que se aproximam do Eterno, vindo de sistemas religiosos pagãos, querem fazer teshuvah e o Eterno abraça estas pessoas, pois Elohim não faz acepção de pessoas.
Ytro não era israelita e aceitou o jugo do Torah que é uma dádiva para todos os seres humanos. Segundo o Zohar em seu capítulo 67b e 68ª, a conversão de Ytro demonstra que alguém pode abandonar a idolatria e viver em kedusháh, em santidade, tornando separado, porquanto a Torah tem o poder de penetrar até mesmo no profano. Da mesma forma, para nós Nazarenos que cremos em Yeshua como Mashiach, cremos que Ele é a Torah encarnada, a Palavra do Eterno, o homem separado, que foi designado, determinado a trazer a salvação e, compartilhando da mesma natureza de Elohim, penetrando no coração daquele que nEle crê e deposita sua emunah.
Extraímos disto que a Torah vem fazendo prosélitos e isto, é um plano do próprio Eterno. A Torah se “impregnou” entre os povos gentílicos, espalhando-se entre as nações. Pela vontade dEle a Torah saiu dos muros de Yerushalaym e foi para Roma, conforme observamos no livro de Maasei (Atos) e, foi apresentada de uma nova forma, acompanhada das Bessorot Tovot (Boas Novas, Evangelhos).
Vemos no capítulo 18.13-23 que Moshêh estava muito sobrecarregado por que somente ele ensinava a Torah e, além disto, era encarregado de resolver todos os litígios, causas jurídicas e sociais do povo de Israel. Então, Ytro dá um conselho a Moshêh para que escolhesse líderes idôneos para que aqueles pudessem também julgar os conflitos jurídicos e sociais e também ensinar a Torah, ficando assim Moshêh encarregado apenas de resolver os casos mais difíceis. Moshêh aceita o conselho de seu sogro e assim, ocorreu uma descentralização de funções.
Ytro é altamente reverenciado na tradição judaica como um Ger Tzedek (um convertido justo). De acordo com o Midrash, o nome original de Jetro era Yeter (“resto”), mas, foi mudado pelo Eterno para Ytro (“Sua Abundância”). Ytro é considerado o “pai do Sinédrio” na tradição judaica.
Quando lemos o capítulo 18. 13-23 em hebraico vemos que Moshêh julgava de acordo com “as leis”, ou seja, conforme a Torah, porém, como Moshêh poderia julgar sem que a Torah tivesse sido entregue? Existem muitas opiniões de Rabinos que dizem que isto aconteceu após a entrega da Torah, pois este trecho estaria fora de ordem na Torah.
Devemos salientar ainda que mesmo Moshêh, sendo um homem de elevada estatura espiritual teve humildade de ouvir seu sogro que acabara de se converter. Isto é uma bela lição de humildade e hoje vemos muitos líderes de outras religiões e até mesmo do Judaísmo Messiânico, que dizem que seguem o Mashiach mas, são orgulhosos, egocêntricos, não ouvem os seus liderados, vaidosos, totalmente contrários aos princípios ensinados por Yeshua.
Moshêh escolheu Juízes para ensinar a Torah e julgar litígios sociais entre o povo. Desta forma vemos que as Autoridade foram constituída pelo Eterno para ensinar Torah e julgar as coisas. Diante disto é que podemos citar o excelente ensino de Tsadok Ben Derech a este respeito, em seu curso completo de Torah:
“Muitos líderes religiosos não foram chamados pelo Eterno, mas estas pessoas instituíram seus próprios sistemas religiosos carnais, explorando e abusando de seus liderados. Por outro lado, existem pessoas que estão traumatizados com a hierarquia religiosa e estas pessoas, resolvem viver de forma independente sem ter que prestar contas a alguém que seja mais sabia. As pessoas iniciam a teshuvah, vindo muitas vezes de igrejas evangélicas ou de outros sistemas e pensam: “Eu não vou ouvir mais ninguém, não vou mais obedecer ninguém, eu agora vou ser meu próprio rabino, vou ser meu mestre!”. A pessoa não sabe nada de hebraico mas o pouco que ele sabe, já se acha superior e começa e dizer dezenas de coisas erradas se achando o senhor da verdade. Por isto, quem está iniciando a teshuvah, deve escolher um líder idôneo, honesto. No Talmuld, no tratado de Pirket Avot 1.16, o Rabino Gamaliel, que foi professor do Rabino Sha’ul (Paulo) diz o seguinte: “Estabeleça para ti um mestre e livre-se da dúvida”, ou seja, o Rabino Gamaliel dá um conselho para que todas as pessoas busquem um mestre para lhe ensinar a Torah, porém, hoje poucas são as pessoas que buscam um verdadeiro mestre que ensine a Torah com simplicidade, humildade, com amor no coração, que exale o caráter de Yeshua Hamashiach. O conceito de liderança é ensinado por Yeshua em Mateus, capítulo 23.11 que diz: “O maior dentre voz será o vosso servo”. O verdadeiro mestre não é aquele que é servido mas aquele que serve”.
No terceiro mês depois que o povo de Israel deixou o Egito os israelitas acamparam em frente ao Monte Sinai. Moshêh ascendeu à montanha e o Eterno ordenou que ele contasse os líderes que se eles obedecessem ao ETERNO e mantivessem a sua aliança, então eles seriam mamlekhet kohanim v’goy kadosh – um “reino de sacerdotes e uma nação santa”. Depois de entregar esta mensagem, o povo respondeu proclamando: kol asher Diber Adonai na’aseh (“tudo quanto o Eterno tem dito, faremos”). Moisés então voltou para o monte e foi dito para ordenar ao povo a santificar-se antes do Eterno descer sobre o monte em três dias. As pessoas deveriam abster-se de confortos mundanos e não ultrapassar os limites demarcados para se aproximarem da montanha.
Na manhã do terceiro dia todos os filhos de Israel se reuniram ao pé do Monte Sinai, onde o Eterno desceu entre trovões, relâmpagos, fumaça ondulante e explosão volumosa do Shofar. Moshêh subiu então, mas o Eterno lhe disse para descer e advertir o povo, inclusive sacerdotes, para não por o pé no monte para que não fossem consumidos pela ira de Adonai.
O Eterno então declarou o fundamento da conduta moral exigida do povo, as Dez Palavras, Assêret Hadibrot, popularmente conhecido como os Dez Mandamentos:
1. Eu sou o Eterno teu Elohim, que te tirou da terra do Egito…
2. Não terás outros Elohim além de mim…
3. Você não deve usar de forma leviana o nome de Adonai, seu Elohim…
4. Lembre-se do dia do shabbat, para separá-lo para Elohim…
5. Honre teu pai e sua mãe…
6. Não mate.
7. Não cometa adultério.
8. Não furte.
9. Não dê falso testemunho contra o seu próximo.
10. Não cobice a casa de seu próximo; não cobice a mulher de seu próximo…
A parashá termina com os israelitas aterrorizados suplicando a Moshêh para ser seu mediador, para que eles não morram antes da Presença do Eterno. O povo então ficou distante, enquanto só Moshêh se aproximava da espessa escuridão onde Elohim estava.
Da parasha podemos extrair que a Torah é para todos os seres humanos, para todos aqueles que tem em seu coração o verdadeiro desejo de fazerem teshuvah e retornarem à Elohim; e ainda, assim como Moshêh foi o mediador do povo de Israel para com o Eterno, entrando na “escuridão espessa” onde Elohim estava, também Yeshua, Baruch Hashem, o Maschiach, é o nosso Sumo Sacerdote e, por meio de sua obra sacrificial, podemos agora nos aproximar de Elohim sem medo de sua ira. O “terceiro dia” de Moshêh no Monte Sinai significava morte e medo para o antigo Israel; Mas o terceiro dia da resssurreição de Yeshua significa vida e amor para todo o Israel para sempre.
Que o Senhor Yeshua, o Maravilhoso, o Conselheiro do Elohim Poderoso, o Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz, o Rei dos Reis, Aquele que irá herdar o Reino para sempre, retorne em tempo próximo para a Redenção de todo Israel para então vivermos a Brit Hadashah por Ele firmada com o Seu sangue. Que Ele tenha Piedade e Misericórdia de todos nós, Amén!

Escrito por Ets Uri Ben Abraham

Alexandro.

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