Sh’mot [Êxodo] Parashah 13:Sh’mot (Nomes) 1.1-6.1 16 de Tevet/Shevat 5777

 

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Resumo da Parashah Sh´mot (Êxodo) 1

 

A parashat Shemot, que inicia o segundo livro da Toráh, começa citando os nomes dos filhos de Yaakov e, pela primeira vez, diferentemente de Bereshit, já passa a contar Ysrael como nação e não mais como família. Verificamos ainda que, conforme prometido aos nossos patriarcas Avraham, Izaque e Jacó, o Eterno transformou Ysrael em uma grande nação e para isto, usou o  Egito para cumprir sua promessa, pois, segundo estudos rabínicos, de 70 pessoas que desceram para a Mitzarim a população quando deixou o Egito era entre 1.500.000 a 2.000.000 de pessoas.

Além disto, também percebemos que a Torah faz questão de mencionar o nome dos filhos de Jacó de modo a não deixar despercebido a origem do nosso povo, no que concerne a crença no Eterno e sua promessa, procurando desta forma demonstrar a fidelidade ao único Elohim apesar de nosso povo habitar uma terra idólatra.

Um novo Faraó que não conhecera Yossef e seus feitos levanta-se no Egito e faz dos Israelitas escravos, tornado dura e amarga a vida, sendo que  numa tentativa de enfraquecer o povo, temendo o aumento do número e Israelitas, determina a duas parteiras hebréias, Shifrah e Pu’ah que matem os meninos hebreus recém-nascidos mas, que mantenham as meninas recém-nascidas vivas. As parteira negam-se em obedecer as ordens de Faraó e acabam sendo recompensadas por Elohim. O Midrash Agadá revela que Faraó teria sido informado por sua corte de sacerdotes idolatras, os quais por sua vez,  souberam por meio dos Sheidim (demônios) de que estaria para nascer o redentor de Ysrael, daí o motivo de se matar os meninos recém-nascidos. (note-se o paralelo ao que ocorreu quando do nascimento de Yeshua Hamashiah).

Neste tempo nasce Moshê,  o redentor de Ysrael,  o qual é lançado por sua mãe nas águas do Rio Nilo para que sua vida fosse poupada. A filha do faraó, Batia, vê e tira o menino das águas, milagrosamente salvando o menino. Miriam, irmã de Moshê diz a princesa que pode encontrar uma ama de leite para a criança, vindo apresentar a própria mãe de Moshê Rabênu, que o cria e, segundo os nossos Hazal (sábios de abençoada memória) é educado até os 06 anos de idade, período em que é ensinado e vem conhecer o Elohim de Ysrael e seu povo. Em um dia, Moshê, que sofre com o trabalho escravo de seu povo acaba matando um egípcio em um episódio onde este golpeava covardemente um israelita. Moshê foge para Midian e acaba conhecendo Yitrô e casa-se com sua filha, Tsipora.

O Eterno se revela para Moshê através do fogo na sarça ardente. A Torah relata se tratar do Anjo de Adonai. O Eterno incumbe Moshê da missão de libertar o povo judeu do Egito. O Eterno promete a Moshê que estenderá Sua mão e ferirá o Egito e por haver ainda temor por parte de Moshê, o Eterno lhe mostra Seu poder através de milagres; transforma um bastão em cobra e novamente em bastão; a mão de Moshê fica com a doença de tzaraat e torna a ficar sã, novamente.

Moshê, acompanhado de sua família (esposa e dois filhos), segue para o Egito a fim de salvar seu povo. Mas ao ver que tornou-se ainda maior a ira do faraó impondo mais intensamente sua crueldade sobre os Israelitas, Moshê clama ao Eterno que lhe responde que com mão forte ferirá todo o Egito.

Nesta Parasháh verificamos a importância dos nomes, “Sh’mot”, ou seja, o quão importante a origem para realmente entender quem somos e de onde viemos. Durante a narrativa, vemos claramente a intenção de Faraó, que nitidamente representa o opositor ao Eterno, representando ele o próprio “Ha Satan (Samermen)” então governador do mundo, em sua intenção de apagar a origem e os costumes do povo Israelita por meio da imposição da escravidão, desafiando o Eterno, inquirindo-o “Quem é Hashem?”. Ele representa aquele que procura apagar, mudar, impedir a revelação da verdade, zombando, criando mecanismos e tecnologias capazes de ofuscar a luz do mundo, procurando criar um cenário onde a criatura nega o próprio criador ou, simplesmente ignora sua existência por mera ignorância.

Pois bem, em se referindo ainda aos nomes, é extremamente importante pois ele revela o caráter do ser. E isto é Emet que observamos que o Eterno faz questão de revelar Seu

Nome Santo para Moshê para torná-lo conhecido. Isto bem nos é mostrado no episódio em que ele aparece na sarça ardente para Moshê (Sh’mot. 3:13) e YESHUA,  que é uma manifestação do Eterno reafirma isto em João 17:6. “Tornei teu nome conhecido às pessoas que me deste do mundo.”

Que todos nó possamos estudar a Torah com todo o coração e não somente com o intelecto e com isto,  praticar as mitzvot do Eterno, trazendo para esta nossa existência,  em qualquer lugar que nos encontremos, um pedacinho do céu, até o retorno de YESHUA HAMASHIAH em tempo próximo. Amen.

Texto escrito por Ets Uri Ben Avraham (Alexandro)

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