O papel da mulher: Judaísmo Rabínico versus Judaísmo Nazareno

O papel da mulher:

Judaísmo Rabínico versus Judaísmo Nazareno 

Por Tsadok Ben Derech

JUDAÍSMO RABÍNICO:

“O Rabino Meir costumava dizer: O homem é obrigado a recitar três [específicas] bênçãos todo dia: [Bendito Sejas Tu, YHWH, nossos Elohim, Rei do Universo] que me fizeste israelita; que não me fizeste mulher; que não me fizeste ignorante.

O Rabino Acha Bar Yaakov ouviu seu filho recitando a benção ‘que não me fizeste ignorante’.

Ele disse-lhe: Esta também.

[Seu filho] disse-lhe: Então, qual benção deve ser recitada?

[Rav Acha Bar Yaakov respondeu:] que não me fizeste escravo.

[Seu filho replicou]: [um escravo] é similar à mulher[1]”.

(Talmud, m. Menachot 43b)

 

Sobre o texto acima, comentou a Rabina Sandra Kochmann:

“Segundo o rabino contemporâneo Joel H. Kahan, essa bênção se originou do dito helênico popular, citado por Platão e Sócrates, que diz:

Há três bênçãos para agradecer o destino:

A primeira – que nasci ser humano e não animal;

A segunda – que nasci homem e não mulher;

A terceira – que nasci grego e não bárbaro.

Mesmo que a ordem não seja exatamente a mesma – e os gregos agradeciam ao destino e os judeus, a Deus -, a semelhança é flagrante: o agradecimento grego pelo fato de ‘ser humano’ tem seu paralelo judaico em ‘não ser ignorante’; ‘não ser bárbaro’ era para os gregos tão importante quanto para os judeus agradecer por ser parte do povo de Israel; e ‘ser homem e não mulher’ era central em ambas as culturas, onde a mulher ocupava um lugar secundário, especialmente na vida pública.

Apesar de, na época bíblica, a mulher participar ativamente de todas as manifestações da vida social, política, econômica e religiosa, ela desaparece do cenário público no período talmúdico (século III a século VI da Era Comum).

Essa concepção do lugar da mulher na sociedade judaica na época do Talmud – época na qual foram estabelecidas as regras do dia-a-dia judaico, baseadas na interpretação e análise dos textos bíblicos pelos rabinos (exclusivamente homens) -, recebe influência direta da antiga sociedade grega em que estava inserida. Nela, a mulher praticamente não tinha vida social, já que estava afastada dos lugares e acontecimentos públicos, entre eles, os religiosos”[2].

JUDAÍSMO NAZARENO:

“Não há judeu nem arameu[3]; não há servo e nem filho da liberdade; não há homem nem mulher, pois todos vocês são um em Yeshua HaMashiach”.

(Gálatas 3:28, versão Peshitta, tradução de Tsadok Ben Derech).

 

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